sábado, 14 de marzo de 2009

A Fé na Culpa

Minha religiao está dentro de mim, no meu templo intimo e intocável. E faz muito pouco tempo que consegui romper com as istituiçoes religiosas que pagam impostos e tem registro de CNPJ. Frequentar esses lugares nao afirma em nada nossa fé ou nossa crença em uma energia superior, ou qualquer que seja o nome ou a forma que damos a ela.
Com a ajuda da sensatez do meu estimadíssimo Wili, consegui constatar que o cerne de muitas das minhas angústias estava na culpa. Culpa cultural, com a qual convivemos desde nossas primeiras horas, e que nos assola imperceptível. A culpa católica, a culpa de uma instituiçao falida, que exerce um poder soberano durante séculos, que dizimou civilizaçoes e culturas através dos tempos, tudo em nome de Deus. Uma instituiçao que castra seu lideres, nao para manter-los puros e intocados, senao para manter intocados os bens adquiridos ao longo de seu imperialismo.
O catolicismo nao arrasta esse imenso rebanho porque é a melhor religiao a seguir, sim por ser um sitema muito bem sucedido de manipulaçao do comportamento humano, de dominaçao e massificaçao de seus fiéis. Todo sistema religioso ocidental tem seu "que" de dominaçao. Nao é a toa que temos que agradecer e pedir desculpas em um ato de submissao a cada passo que damos. Somos culpados até pelo que nao fizemos. E em troca recebemos apenas um pedido de desculpas públicas, vindo da maior intituiçao religiosa do planeta, por séculos de uma matança desordenada, de inquisiçao, de fogueras humanas e de uma inescrupulosa "guerra santa".
Falo mais sobre a igraja católica (e nao defendo nenhuma outra), pois ela ainda rege muitas civilizaçoes, está inserida na cultura, manifestaçoes, e nos feriados nacionais de inúmeros países, e é inspiraçao para muitas outras ramificaçoes que sairam de seu leito. Nem é preciso citar os absurdos que cometem muitas "empresas evangélicas" para converter e enriquecer a custa do fanatismo ingenuo de gente humilde e desesperada.
O medo e a culpa sao excelentes instrumentos de doutrinaçao da mente humana, e isso aconteceu comigo por muito tempo. Nunca fui praticante de nenhuma religiao, mas tinha muitos resquicios desses valores em meu dia dia. O fato de nao sentirse merecedor dos exitos e da felicidade que nos chega vem daí, de pensar que coisa boa dura pouco também, achar que depois de uma alegria virá uma desgraça, martirizar-se por algum excesso ou um pensamento "torto", e muitas outras atitudes que nos levam a culpar-nos sem o menor motivo.
É dificil separar "DEUS" dos templos que se apoderam de seu nome. Mas confesso que me sinto muito mais aliviada tentando somente reatar com essa energia natural que rege a terra.
Encontrei meu templo dentro de mim, na minha musica, nas pessoas que eu amo e em tudo que há de bonito pelo meu caminho. Estou aprendendo que boas intençoes e um bom caráter valem muito mais que horas de hipocrisia gastas em rezas e pedidos de perdao,
que o fato de frequentar a "casa do senhor" nao nos fará melhor que ninguém, nem mais nobres, nem mais iluminados. Talvez nao prejudicando ao outro nem à natureza, sendo mais compreensivo, podendo ajudar a quem precisa, e principalmente a nós mesmos, nos aproximaremos mais desse sentimento de nobreza.
Nao existe pecado, e o inferno foi inventado pelo homem. Antigamente as pessoas compravam seus terrenos no Céu, pensavam que garantiam a eternidade com um punhado de moedas, e os pobres acreditavam estar fadados a arder nas chamas do inferno. Essa idéia mudou muito pouco, se reformulou com a "evoluçao" da humanidade. Há quem acredite que pagamos por nossas faltas através de nossas existencias, que os que sofrem nascem assim porque merecem. Eu me recuso a aceitar um destino de desgraças, e o conformismo. Mas o interessante é que a culpa continua aí, muito presente, independente da vertente religiosa que sigamos.
Por que nao pararmos de nos condenar e seguir inertes, se mudarmos a forma de ver a atitudes humanas, se olharmos um pouco mais ao nosso redor, e para o que há de lindo dentro de nós, para nossas virtudes, ao invés de obedecer aos líderes espirituais? Quem sabe assim tenhamos mais resultados no desenvolvimeto de nosso carater, de nossa alma. Ser sincero e natural, ser autonomo em nossos pensamentos e valores. Sabemos muito bem o que é justo e injusto, o que prejudica e o que beneficia alguém, nao precisamos que ninguém nos diga isso. Podemos ser livres de pensamento, desfrutar mais o que a vida nos oferece, ter a consciência que o erro é um ato completamente compreensível, a que estamos sujeitos a todo instante, e faz parte do nosso crescimento, de nossas experiências. Parar de nos autoflagelar, de seguir a um sistema que nos julga merecedores de infelicidades e infortúnios, que nos provoca um sentimento de angústia constante, que nos conflitua com outras linhas de pensamento, nos torna intolerantes, nos separa por barreiras politicas e religiosas (que acabam sendo a mesma coisa), que fecha nossos coraçoes e mentes para muitas coisas lindas que podemos ver, sentir e viver, que protela os momentos de felicidade absoluta para outra existencia, que nem sequer sabemos se existe.
Carpe Diem minha gente!... a felicidade está muito perto de nós, é algo simples e fácil de alcançar, dispensa agradecimentos e desculpas, e além de tudo é gratis!!!

domingo, 15 de febrero de 2009

Saudade boa

Não há tempero melhor para a vida que a saudade. Tenho recordado momentos da minha vida, os cheiros, as formas, lugares, sons, que nunca imaginei estarem tão vivos em minha memória. A saudade do Brasil está nos detalhes, numa parede que me lembra Tiradentes e outras cidadezinhas antigas, numa música que me transporta a uma fase da minha infância, numa expressão que me leva aos meus amigos, e das muitas de um vocabulário inventado, que me aproximam da minha familia. Mais que mineira, eu sou o retrato da minha família, que não sabe nem mesmo o que é sair de Minas.

É aqui que percebo a minha Juiz de Fora no meu jeito de ser, e que Minas não está no meu sotaque, vai além do meu jeito peculiar de falar, a "mineirice" está incorporada nas minhas atitudes, na minha maneira de pensar, ser, cozinhar. Cozinhar é uma excelente forma de matar as saudades, e além disso nos revela. Me descobri muito cozinhando longe de casa. Reconheci o muito da minha mãe que tenho dentro de mim. E descobri meu pai no meu trato com a gente, no meu dia dia, principalmente na rua. Me lembrei que ele me levava pra tudo que é canto e me ensinava a negociar, sem nem preceber.

Descobri que gosto da terra, do campo, da roça. Em uma ocasião, vendo um filme, surgiu uma vontade incontrolável de andar a cavalo, de sair sem rumo pela estrada, e já que não posso fazer isso em Barcelona e não faço idéia de quando voltarei a montar a cavalo, me contentei em lembrar o quanto é bom, o quanto é importante e a falta que -só agora- isso me faz. Acho que quando voltamos pra casa pisamos o mesmo chão com outras perspectivas, e tudo tem mais graça.

As distâncias têm uma utilidade imensurável em nossa vida, nos proporciona a auto-leitura, nos aproxima de quem nunca imaginamos ser tão distante, reata desafetos, nos torna compreensivos diante de atitudes que acreditávamos incompreensiveis. Falo de nossos seres mais próximos, que em um momento -por barreiras geográficas intrasponiveis- se distanciam fisicamente, e se aproximam tanto sentimentalmente que sentimos mais que saudades, sentimos o amor latente. As vezes acontece com os pais, outras com os filhos, outras com irmãos ou amigos.

A saudade une, através do pensamento. A saudade dói nesses dias frios, e faz tempo que o frio se instalou! Dói e me transporta a lugares que eu nem considerava importantes. Um bar, uma música num bar, minhas pequenas viagens, meus antigos amores, as conversas com a vó, as festas na casa da vó, meus momentos sutís e marcantes com os meus tios, e outros tantos com amigos que eu amo, os porres brutais da época de universidade, banalidades que deixam de ser banais.

Eu passei uma longa fase de insatisfação na minha cidade, de inquietação, vontade de sair, de ver e viver o mundo, ou melhor, de engolir o mundo. Dado o pontapé inicial, parece que a minha cidade é muito mais importante do que parecia, que o meu pequeno universo se tornou imenso em minha memória. Isso é fantástico, mas acho que só pode ser fantástico nessas proporções quando estamos longe. Longe eu descobri que a saudade é boa e inevitável, e que quanto mais a gente conhece outros lugares mais a gente vai sentir saudade, e que essas lembranças serão a única salvação em um momento de profunda solidão, a grande oportunidade de viajar dentro de si, de se salvar da melancolia invernal. A saudade me devolve o sorriso, me devolve os amigos, os afetos, me devolve a família, remonta meus pedaçinhos, em breves momentos que revivo dentro de mim.

domingo, 1 de febrero de 2009

Nós Mulheres

Vivo na Europa do século 21, um continente onde as mulheres são livres (na maioria dos países), conquistaram essa liberdade e são exemplo nessa luta para todas as mulheres do mundo, que ainda batalham por seus inúmeros direitos. Mulheres que decidem como serão suas vidas, que atuam em todos campos com bastante autoridade, que se relacionam sexualmente com muita liberdade seja com homens ou mulheres, e que, por mais que pareça absurdo, ainda morrem pelas pesadas mãos de seus companheiros.
Nós mulheres Brasileiras, sabemos que essa vergonhosa estatística é bastante comum no dia dia de nosso país. Revoltante, indignante, infeliz realidade. E o que más me deprime é tomar conhecimento que a violência doméstica na Europa tem somado os números ao invés de subtrair. QUE PASA?!
Existem claras diferenças entre o homem e a mulher, que nenhum movimento ou manifestação pode mudar, e uma delas é a força física. E essa diferença cruscial entre os dois sexos muitas vezes leva as mulheres a padecer pelas agressões de seus violentos "amores", ou ex-amores. Bestas humanas que diante da ausencia de sensibilidade, de sanidade, de controle emocional, diante de suas fraquesas insuperadas, vêem na violência física a solução para seus problemas sentimentais.
É inaceitável que exista machismo nos tempos atuais, que permitamos a existencia de machistas em nossas vidas, que sejamos nós machistas a ponto de permití-lo, mesmo que seja por amor. Em muitas ocasiões podemos detectar facilmente um homem machista e violento, assim como podemos detectar um homem sensível e respeitador, por suas atitudes e opiniões. Em outros casos a covardia está escondida em lugares obscuros, e se revela em um momento de descontrole.
Ha algum tempo eu convivi com um casal já bastante "debilitado", onde o marido tinha toda liberdade para fazer o que queria, sair e chegar quando lhe convinha, e a mulher era completamente dominada e submissa. O esperava todos os dias, sem sair de casa, salvo na hora de trabalhar. Acredito eu que ela esperava muito mais por um olhar ou um beijo. Até que um dia, cansada de esperar, saiu sozinha à noite, para chamar a atençao antes de qualquer outra coisa. E diante da situação, esse indivíduo, sem o minimo de equilibrio e sensibilidade se tranformou, a ponto de mudar de voz. E enquanto a massacrava moralmente, ela calava, não saia do lugar, não reagia diante daquela chuva de ameaças e palavras humilhantes. E depois desse episódio, continuou a seu lado aceitando todas as condições degradantes de um relacionamento machista. Todos nós conhecemos pelo menos um caso parecido ou talvez mais duro.
Temos que pensar até que ponto nós mulheres temos responsabilidade nesses casos. Se podemos frear tais relacionamentos, já que temos direito de escolha, se podemos nos salvar de um final trágico. Nesse mundo existem mulheres machistas, que criam seus filhos com valores machistas e que permitem atitudes dominadoras dentro de suas casas. Se é falta de informação, façamos com que essas informações cheguem onde precisam chegar. Um homem não cresce machista por si só, um menino ao longo de sua vida se basea em referências, de educação, de caráter e de comportamento, para formar sua personalidade e convicções. As referências estão dentro de casa.
Se ainda não haviamos dado conta que nós podemos mudar o pensamento de nossos filhos, irmão, pais, primos, sobrinhos, amigos e companheiros, devemos conscientizar-nos já, pois isso é fato. E por mais mirabolante que isso pareça, podemos salvar vidas, tanto dentro do nosso convivio, como fora dele, pois a violência doméstica não é um acontecimento exclusivo do terceiro mundo e países em desenvolvimento, é uma dura realidade que independe da classe social, religião ou etnia.
Transformar essas pesadas mãos em doces abraços protetores, direcionar a força física para coisas úteis, e não para atos de covardia, mostrar que machismo e masculinidade são coisas completamente diferentes, que homens sensiveis não deixam de ser masculinos, que a sensibilidade os permite dar muito mais amor, justamente o que nós precisamos.

sábado, 24 de enero de 2009

Eu Imigrante

Antes da crise economica mundial, um dos assuntos mais destacados nos noticiarios da Espanha, durante meses, foi a questão da imigração desenfreada.
Como controlar a imigração, como frear a imigração, como combater a imigração...
O pensamento da parcela conservadora e ou radical da população espanhola é claríssimo: "A imigração é uma erva daninha que degrada a cultura e a tradições do país, que usurpa os empregos da população local, que traz malefícios ao desenvolvimento social."
E quando ouço isso me vem aquela sensação: "parece que eu já vi esse filme?!". A verdade é que todos latino-americanos já o vimos, e somos parte desse filme, do qual os protagonistas são os próprios europeus.
Agora se aplica aqui no velho mundo aquele conhecido ditado que diz: "pimenta nos olhos dos outros é refresco".
Acredito eu, que o ser humano é um ser migrante por natureza, há milênios esse fenômeno acontece. E não há mal nenhum em buscar outros espaços e novas perspectivas. Mal há na maneira como se busca esses espaços e perspectivas.
Acho que antes de pensar em condenar ou discriminar o imigrante aqui no Velho Mundo, o indivíduo deveria analisar sua consciência, averiguar a história dos povos dominados e reconhecer que seus antepassados não atuaram nada bem quando migravam a outras terras. E que até pouco tempo atrás, os imigrantes eram os próprios Europeus.
É só olhar pro lado, veremos nos traços de cada Brasileiro a assinatura portuguesa (claro), indigena, italiana, alemã, africana, turca... Somos resultado de migração sobre migração. A nossa história não é muito bonita e romantica, nossa cor antes de tudo foi pintada com muito sangue.
Quando cheguei aqui em Barcelona, me impressionei com a divesidade de nacionalidades que encontrava em cada caminhada que fazia. Barcelona tem cor, tem som, tem cheiro e sabor dessa mistura. E sem ela, Barcelona não tem a menor graça. É maravilhoso conhecer o mundo através de relatos, estimular o imaginário e a vontade de conhecer lugares. As pessoas contam suas histórias, nós contamos a nossa, e celebramos essa explosão cultural.
Esse intercâmbio que para mim resulta maravilhoso, incomoda a um montão de gente, aos devotos do PP (a direita conservadora espanhola), aos devotos de Sarkozy e Berlusconi, aos muitos desinformados dominados pela ignorância histórica, a muitos fascistas que querem limpar sua nação (e continuar sujando outras).
No dia dia de imigrante, ouço muitas coisas insolitas que nem valem citar. O mais insólito é ouvir tudo isso da boca dos herdeiros de expedicionarios que destruiram culturas e populações inteiras, por poder, por terras e riquesas naturais.
Nós os imigrantes da atualidade queremos muito menos que isso, queremos conhecer, queremos novas possibilidades, muitos querem dar novas possibilidades as suas familias (devastadas pela colonização). E isso incomoda profundamente, quando o cenário da história passa a ser "A Intocada Europa", que sempre invadiu e dominou, e agora está sendo "invadida", por seu filhos e netos bastardos. Somos bastardos, admirados, boquiabertos, deslumbrados, com os palácios e belezas comprados a custa do sofrimento de muita gente, do sangue da áfrica e da exploração das nossas próprias nações.
Talvez não teria essa clareza de pensamento e consciência se não viesse pra cá, para ver, sentir e viver essa história (e outras histórias maravilhosas, claro!).
Passado, um passado muito recente, que ainda palpita em muitos cantos do mundo. Temos que começar atuar, para virar a página, uma difícil tarefa... livrar-nos do rancor histórico, e arrancar o preconceito dos corações rochosos.
O certo é que temos que rever nossas opiniões, conceitos e comportamentos a todo instante, para não cair na imbecilidade. Digo imbecilidade pois nós sem querer condenamos e julgamos "imbecilmente", muita gente que faz parte do nosso dia dia, na rua, no metrô, em casa... e como somos imbecís em casa! Se somos vítimas da imbecilidade, temos que nos esforçar para não ser tal qual. Eu estou tentando através da escrita, dos meus desabafos, e tem funcionado, de forma gradual e lenta!
Assim o mundo se tornará muito menor do que imaginamos, e as fronteiras não existirão, ao menos dentro da gente!

Amor Mundial 11/01/2009

Amigos,

Acabo de chegar de uma linda roda de samba, de muito cantar, distribuir musica e receber carinho. A verdade é que me encontro muito sensível desde a passagem do ano, como vocês já devem ter percebido!E além de toda essa sincera e alegre energia das pessoas, a roda de hoje me proporcionou um encontro fabuloso, com o André, um garoto muito engajado, em uma militancia solitária. E o melhor, compartimos as mesmas idéias. Enfim, começamos o papo devaneando sobre o significado astrológico de 2009 em nossas vidas... Esse é o ano do amor! Excelente não?! O amor resolveria grende parte dos problemas de nossas vidas, os que nao envolvem grana e saúde. Então eu e André, em meio a essa "viagem sóbria" que durou bastante tempo, discutindo nossa situação atual, chegamos uma conclusão (que pode parecer óbvia)... Que a solução para os problemas mundiais é mesmo o amor. Um papo meio hippie?! Verdade! Mas não é que os hippies sempre tiveram razão neste ponto?!É muito mais fácil ajudar um faminto a comer que ajudar um milionário a amar o que não é material. Nós "classemedianos", em maioria, conhecemos o carinho... natural... Carinho, solidariedade, consciência ecológica, etc. Conhecemos a fome, a miséria, nem que seja por passar na rua e vê-la, e sentir vontade de chorar. Já se deram conta que as pessoas que poderiam resolver esses problemas (excetuando os politicos, que tem obrigação de resolvê-los) não fazem idéia do que é extrema pobreza?!Que grande parte dos ricos, milionários do planeta estão preocupados em "parecer" importantes, imponentes, superiores, em uma hierarquia material e estética, e não tem a mínima noção de realidade?! Que utilizam o concreto para resolver os problemas da vida que só o abstrato (amor e derivados) podem solucionar?! A ausencia de sentimentos é a culpada pela grande necessidade de poder, de consumir, de exibir. Segundo nossos leigos diagnósticos, isso pode ser um mecanismo de defesa, de auto-afirmação diante da ausencia de sentimentos, da incapacidade de ter o abstrato controlado, resolvido, presente.Imaginem se os megaricos ficassem se nenhum bem material da noite pro dia... O que restaria?! Seguro que aí estaria o real miserável! Não é bom priorizar o concreto, a felicidade está bem longe disso. Por isso existe tanta gente pobre sorrindo, cantando, se ajudando... Porque o único que essas pessoas tem pra dar é o sentimento, é o conhecimento que não está nos livros.Se a felicidade fosse material, os ricos de dinheiro não estariam buscando incessantemente a felicidade, a todo preço... Já a teriam encontrado. Se perde muito tempo tentando comprar a felicidade. Ela vem do amor, e amor não se compra.Concluimos que ajudar um rico a amar e sentir as pessoas (que é muito mais dificil que ajudar um pobre a comer), pode matar a fome de muita gente. Existem indivíduos com uma grande oportunidade de mudar o mundo e o sistema falido em que vivemos. Temos que despertá-los, será uma ajuda mútua, e vital para muita gente.Quem dera todos os magnatas entrassem na tendência "Angelina Jolie & Brad Pitt"... Quer tendência de moda mais fantástica?! A caridade tem que ser a moda, a "atitude" do momento! Queria falar muito mais, mas o tempo na internet é curto e temos que abreviar nossos pensamentos. Aí está minha breve reflexão de hoje!

Beijos saudosos!

Abraço 30/12/2008

Gente,

É o primeiro inverno que passo fora de casa desde que decidi me descobrir em novos ares. E a verdade é que o inverno Europeu é rigoroso, muito mais nos corações que nos termometros. Aqui na Catalunya não faz mais frio que no Sul brasileiro, mas há uma diferença muito grande nos efeitos do frio na alma das pessoas.Digo o que sinto desde aqui da Catalunya, e não generalizo, existem "pessoas e pessoas" no mundo inteiro.Desde que cheguei aqui tenho descoberto muita coisa curiosa em mim e nas pessoas. Faço minha silenciosa pesquisa antropológica, tentando olhar dentro de cada indivíduo que cruza o meu caminho, nem que seja por segundos. Descobri que existe muita gente que não sabe o que é abraço, que nunca deu um abraço e que não sabe reagir quando é abraçada. Para nós brasileiros pode parecer irreal o fato de que haja pessoas que não sabem fazer o que para muitos de nós é tão natural quanto falar.Eu que sempre abraçei exageradamente as pessoas, continuo abraçando, mesmo quando nao há resposta, pois sinto que isso é uma virtude que temos que conservar, uma linda caracteristica, desejada e admirada por muitos. Saber sorrir, saber tocar, saber falar com os olhos, saber afagar, saber se expressar e principalmente saber trocar as melhores vibrações através de um forte abraço.O Latinoamericano em geral, quando se manifesta aqui no velho mundo, corre o sério risco de ser mal interpretado. Eu, desde a ótica feminina, percebo que muitas vezes, sou mal interpretada pelo meu jeiro de andar, de falar, de gesticular, de dançar, ou seja, se eu me importo com as interpretações, tenho que me anular, deixar de ser eu mesma. Estou descobrindo que ser Brasileiro é mais lindo do que eu imaginava, e a beleza não está no orgulho de ser brasileiro, de dizer que é brasileiro, na exaltação da pátria, nada disso, é lindo apenar ser, sem nenhum compromisso patriótico.É lindo poder expressar os sentimentos, não ter medo de dizer eu "te adoro", "eu te amo"," to com saudade", ou dizer tudo isso através de um abraço.

ABRACEM-SE muito!!!